Vídeo poema: Vagalumes
Vagalumes
Não sei se mudou o ambiente,
ou se modificaram os costumes.
Sei que, há muito, nas noites silentes,
não vejo mais os vagalumes.
Vivência empobrecida,
abandonados costumes.
Hoje, trago na vista
saudade dos vagalumes.
Não sei se por acaso
a vida das nossas águas,
as águas dos nossos riachos
também foram alteradas.
Água suja, sem vida,
rio grande sem cardume.
Hoje, trago na vista
saudade dos vagalumes.
Há quantas noites, não lembro,
não ouço o canto de cigarra.
Há tempos, não às vejo
nem bebo água de jarra.
Gole de água limpa,
assobio de estridente volume.
Hoje, trago na vista
saudade dos vagalumes.
Artificiais luzes golpeiam a noite,
quantas luminosas distrações,
brilhos atraentes como doce,
o doce engodo das abstrações.
Só o tempo e a vida
deram aos meus olhos lume.
Hoje, trago na vista
saudade dos vagalumes.

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